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Ansiedade matemática: o que é e como superar

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Ansiedade matemática: o que é e como superar

  • 28 Apr, 2026
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Mathematical formulas are written on a white sheet of paper.

Ansiedade matemática: o que é, como afeta e como superar o medo de números

No Brasil, 79,5% dos estudantes experimentam ansiedade em relação às notas de matemática, segundo o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) divulgado em 2023 pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O índice brasileiro supera os 65% registrados na média dos 38 países-membros da organização. Além disso, 62,3% dos alunos brasileiros se sentem nervosos, tensos ou desamparados ao resolver problemas matemáticos, contra 40% na média da OCDE.

Essa resposta emocional, caracterizada por tensão ou medo em relação aos números, interfere tanto na capacidade de resolver problemas numéricos quanto na forma como as pessoas se relacionam com a matemática de maneira geral. De acordo com Mariuche Gomides, professora assistente do departamento de Psicologia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a maneira como as pessoas se sentem em relação à matemática impacta diretamente no desempenho que têm neste âmbito. A ansiedade pode ser tanto causa quanto consequência.

Como a ansiedade matemática se manifesta e afeta o desempenho

Segundo Mariuche Gomides, a ansiedade matemática pode ser uma causa quando a pessoa se sente ansiosa, o que faz com que tenha pensamentos de que não vai dar conta, de que não é boa o suficiente ou de que será criticada pelos pais, colegas ou pela professora. Essa sobrecarga na memória de trabalho acaba prejudicando o desempenho, levando-a a ir mal. Por outro lado, a pesquisadora em cognição numérica e aprendizagem da matemática da UFMG explica que um desempenho ruim pode gerar uma atitude negativa em relação à matemática, fazendo com que a pessoa evite participar das aulas, fazer as lições de casa ou estudar a disciplina.

A ansiedade matemática não deve ser confundida com outros quadros de ansiedade que os docentes possam apresentar. As manifestações específicas incluem tensão ao lidar com números, evitação de situações matemáticas e comprometimento da memória de trabalho durante a resolução de problemas. Esse fenômeno atinge tanto estudantes quanto futuros professores, conforme observado em pesquisas de campo.

Etienne Lautenschlager, doutora em neurociência e cognição e professora no departamento de educação e no programa de pós-graduação em inovação tecnológica educacional da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), aplica uma atividade reveladora no primeiro dia de aula para graduandos de licenciatura em matemática. A provocação é: "Para você, a matemática é…" À pergunta, segue-se um pedido para que desenhem em uma folha em branco a própria percepção. Dada a tarefa, a educadora sai da sala por 40 minutos, para deixar os estudantes mais livres para desenvolver a tarefa.

Os desenhos feitos pelos futuros professores de matemática incluem representações de montanhas intransponíveis, com o conhecimento fincado no topo, sem chances de acesso. Há também os que representaram a matemática como um alien, uma dúvida gigante, vômito ou até mesmo aquela caricata figura que remete à morte. Ao aplicar a atividade, e com os desenhos recolhidos, ao longo de um ano Etienne organiza conversas e apresentações de uma matemática mais visual, tendo como objetivo modificar essa mentalidade.

O papel do vocabulário matemático no ensino eficaz

Um estudo publicado online em novembro de 2025 por uma equipe de cientistas de dados e pesquisadores em educação das universidades de Harvard, Stanford e Maryland, nos Estados Unidos, sugere que uma diferença surpreendentemente simples entre professores mais eficazes e menos eficazes em matemática pode estar na frequência com que utilizam vocabulário matemático em sala de aula. Palavras como fatores, denominadores e múltiplos fazem parte desse repertório.

Segundo o estudo, professores que usam mais vocabulário matemático têm alunos com desempenho mais elevado em testes de matemática. O ganho no desempenho equivale a cerca da metade do impacto geralmente atribuído a um professor altamente eficaz, um dos fatores escolares mais relevantes para a aprendizagem dos alunos. Ter um professor altamente eficaz pode significar estar meses à frente dos colegas ao fim de um ano letivo.

"Se você está buscando um bom professor de matemática, provavelmente está procurando alguém que expõe seus alunos a mais vocabulário matemático", afirmou Zachary Himmelsbach, cientista de dados da Universidade de Harvard e autor principal do estudo. A equipe analisou transcrições de mais de 1.600 aulas.

A conclusão se alinha a um conjunto crescente de pesquisas que apontam que a linguagem tem papel fundamental na aprendizagem matemática. Uma metanálise realizada em 2021, com 40 estudos, mostrou que estudantes com vocabulário matemático mais robusto tendem a ter melhor desempenho, especialmente em problemas mais complexos e com múltiplas etapas. Entender o que é um raio, por exemplo, pode tornar mais eficiente a discussão sobre perímetro, área e conceitos geométricos. Alguns currículos de matemática já ensinam vocabulário de forma explícita e incluem glossários para reforçar esses termos.

Contudo, o vocabulário, por si só, dificilmente é uma solução mágica. "Se um professor ficasse na frente da sala apenas recitando listas de termos matemáticos, ninguém aprenderia nada", pondera Zachary Himmelsbach. Ele suspeita que o uso frequente de vocabulário faz parte de um conjunto mais amplo de boas práticas de ensino. Professores que utilizam mais termos matemáticos talvez também ofereçam explicações mais claras, conduzam os alunos passo a passo em diversos exemplos e proponham desafios envolventes. É possível ainda que esses docentes tenham maior compreensão conceitual da matemática.

Histórias da matemática como estratégia de engajamento

Marcelo Viana, professor do Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), no livro "Histórias da Matemática – da contagem nos dedos à inteligência artificial", publicado pela editora Tinta da China Brasil, apresenta descobertas matemáticas contextualizadas historicamente. O livro reúne crônicas publicadas pelo diretor-geral do Impa no jornal Folha de S. Paulo.

Entre as histórias narradas por Viana está a origem do conceito de número: porque precisava representar determinados objetos (como ovelhas ou pessoas) por meio de outros objetos (como pedras e pedaços de madeira), a humanidade descobriu que havia algo em comum entre "duas pedras" e "duas pessoas". Outra história explica a origem do "x da questão": em 1637, quando um tipógrafo foi compor a impressão do livro "A geometria", de René Descartes, notou que alguns tipos (letras) estavam acabando. Como o filósofo e matemático francês disse não se importar se ele usaria x, y ou z para representar as incógnitas, o tipógrafo resolveu priorizar o x nas equações, pois as letras y e z eram mais usadas em palavras em francês.

Para os educadores que sentem dificuldade em engajar os estudantes, iniciar a aula contando um fato histórico pode fisgar a atenção primária dos alunos, fazendo-os ver a matemática como algo para além dos problemas insolúveis ou difíceis demais de resolver. Começar uma aula contando aos alunos o quanto a observação do corpo humano foi fundamental para o desenvolvimento da matemática pode ser um caminho. A contagem nos dedos tem uma forte contribuição no que passou a ser entendido como número. Outro exemplo é a palavra "dígito", que significa "dedo" em latim e é usada para representar algarismos.

Formação docente e políticas públicas como pilares da mudança

A qualidade da formação inicial e continuada de professores que ensinam matemática no Brasil está diretamente conectada à eficácia das políticas públicas, conforme reportagens publicadas pelo Porvir em 2025. Remover lacunas no processo de formação é fundamental para que as aprendizagens em matemática mudem. Isso depende de programas de formação estruturados, que apresentem novas formas de ensinar, metodologias inovadoras e novas maneiras de trabalhar o componente curricular.

Kátia Schweickardt, secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), reforça que a eficácia das políticas públicas em matemática depende da participação ativa e consultiva dos professores. Segundo ela, não é possível pensar em políticas educacionais sem ouvir quem está nas salas de aula. As decisões tomadas nos gabinetes precisam dialogar com a realidade das escolas a fim de criar estratégias aplicáveis e transformadoras.

Quando os futuros professores aprendem apenas o que é considerado tradicional nos currículos das licenciaturas, isso se reflete no que ensinarão quando chegarem às salas de aula. Investir na formação que capacite docentes a diagnosticar dificuldades e atuar com abordagens flexíveis é fundamental para transformar o cenário de aprendizagem e atender à diversidade de estudantes.

Estratégias práticas para educadores e criadores de cursos

Uma das estratégias de engajamento mais bem-sucedidas para quem está na sala de aula é partir de algo que seja do interesse da turma antes de ingressar em temas mais densos ou complexos. Apesar de ser um livro com muitas questões matemáticas, as crônicas de Marcelo Viana também fazem uma ponte com outros saberes científicos. Ao invés de começar a aula destrinchando o modelo quântico do átomo de hidrogênio proposto pelo dinamarquês Niels Bohr, pode-se apresentar à turma seu irmão mais novo, Harald, que não só tem trabalhos importantes no campo da teoria dos números, como também foi [VERIFICAR: informação incompleta nas fontes sobre Harald Bohr].

Para educadores que desejam criar cursos ou materiais didáticos com foco em reverter a ansiedade matemática, a abordagem histórico-contextual combinada ao uso intencional de vocabulário técnico representa uma estratégia baseada em evidências. Compreender que 79,5% dos estudantes brasileiros apresentam ansiedade matemática significa reconhecer um público que necessita de metodologias diferenciadas, onde o contexto e a narrativa têm papel tão importante quanto a precisão conceitual.

Para criadores de conteúdo educacional na plataforma cursos.app, a integração dessas práticas pode ampliar o engajamento e a retenção de alunos, especialmente em cursos voltados para formação docente ou reforço escolar em matemática.

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